O legado de Paracelso e os florais do Dr.Bach

Esse trabalho acadêmico foi apresentado no curso de pós graduação de Terapia de Florais, da faculdade Unyleya, no mês de setembro de 2020; obtendo a nota máxima da atividade proposta. O objetivo é correlacionar o legado de Paracelso e as descobertas do Dr. Bach, juntamente com trechos do livro “A vida secreta das plantas”de Tompkins, P.; Bird, C. São Paulo: Círculo do Livro, sem data).
 

O legado de Paracelso e os Florais de Bach

 

1. O legado de Paracelso

 

O médico conhecido na época do renascimento como Paracelso (1493-1541), abriu as portas e inspirou posteriormente muitos médicos, alquimistas, cientistas e demais pessoas interessadas em caminhos menos ortodoxos para compreender melhor as enfermidades e moléstias sofridas, de modo a encontrar um cura menos invasiva e dolorosa, que tratasse a pessoa por completo: corpo, mente, e espírito, e não apenas os sintomas. Em 1510, após uma trajetória de estudos, observações e pesquisa, já conhecido como Paracelso, o médico cujo extenso nome era Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, ficou conhecido por suas teorias extravagantes para época em questão. Uma dessas teorias se chama doutrina das assinaturas.  

A doutrina das assinaturas, em suma, nos mostra como podemos encontrar através da similaridade, elementos na natureza capazes de curar determinada doença. A planta se mostra pela sua assinatura, através da sua aparência é possível reconhecer suas funções e atributos. Por exemplo, os feijões com seu formato de rins humano já foram comprovados no auxilio da função renal, a cenoura cortada que se assemelha a pupila do olho, ajuda a manter a saúde dos olhos devido a grande quantidade de betacaroteno e vitamina A. 

Para sua época, Paracelso foi um grande visionário, um antroposófico. Muitos de seus estudos e experimentos foram confirmados e admirados séculos depois. Sendo ainda hoje analisado e estudado por diversos profissionais. O psicólogo Carl Jung (1875-1961), por exemplo, em 1951 expôs seu conceito de sincronicidade. Onde explica uma relação não casual de um acontecimento, demonstrando uma coincidência significativa entre os dois ou mais fatos. Tal fato nos mostra como a teoria das assinaturas estudada séculos antes a Jung possui raiz e embasamento até mesmo dentro da psicologia como conhecemos atualmente. Parafraseando Rudolf Steiner (1861-1925), pai da antroposofia, Paracelso pode ter sido julgado um clarividente no século 16, todavia séculos depois estudos científicos comprovam muitas teorias levantadas pelo médico. 

Outro exemplo, que comprova a importância do legado de Paracelso é do médico Samuel Hahnemann (1755 – 1843), fundador da homeopatia. Essa forma de tratamento possui um princípio: “similar cura similar”. Em seus estudos, Hahnemann pode concluir que um determinado sintoma pode ser curado por uma substância que proporcione os mesmos efeitos, desde que essa esteja super diluída ao consumo. 

 

2. A descoberta dos florais do Dr. Bach

 

Edward Bach (1886 – 1936), médico bacteriologista e patologista, após muita observação da metodologia da medicina ortodoxa para tratar e curar seus pacientes, percebeu em muitos casos a ineficiência do remédio alopático e em como, muitas vezes, esses remédios traziam mais dor e mal estar ao paciente do que a cura em si. Em seu consultório atendendo seus pacientes e observando não apenas os sintomas da doença, mas o paciente em si, suas características, traços de personalidade e todo o contexto biopsicosocial ao qual estavam inseridos, que é preciso tratar a raiz do problema. Ou seja estados mentais, emocionais e até espirituais ao qual está vivenciando o paciente e que consequentemente geraram a doença física. 

Dr Bach percebeu que a doença é o estágio final de um problema antigo e não solucionado que começou em um campo sutil, seja ele mental ou emocional; uma desconexão de nossas vibrações com a unidade, com o nosso propósito de vida. Concluiu também que existem características comuns as pessoas, e que determinados grupos reagiam melhor a determinados remédios do que outros. 

Conhecedor da obra de Hahnemann, e provavelmente também da obra de Paracelso, Dr. Bach iniciou sua busca por um remédio capaz de curar sem trazer tanto sofrimento ao paciente, algo natural que nos ajude a nos conectar com a unidade, com nosso propósito e ampliar nosso autoconhecimento. E encontrou nas flores a maior força vibracional que uma planta pode dar para curar seu semelhante. Após estudos, pesquisas e testes Bach conseguiu encontrar 38 flores com a assinatura, características necessárias, para tratar as vibrações em desequilíbrio numa pessoa. E extraiu suas essências fornecendo de forma diluída a seus pacientes.

 

3. Conclusão

 

É possível perceber uma grande similaridade entre a obra de Paracelso e de Edward Bach, visto que ambos creem na conexão de todos os seres existentes, em um propósito para existência de cada coisa e em como retornar ao equilíbrio tratando-se com os próprios elementos da natureza, voltando assim para a unidade onde tudo está inserido. A antroposofia uma ciência espiritual, moderna e prática, nos propõem uma forma livre e responsável de ver, pensar, e perceber a realidade, observando e respeitando a pessoa e a sua realidade individual. Dessa forma, melhorando a visão, o trabalho e as ações em diversas áreas, incluindo a saúde. Sendo Paracelso e Edward Bach, dentre outros médicos, antroposóficos, deixaram um importante legado. Suas obras permitiram e inspiraram outras pessoas a refletir sobre como tudo está inserido e conectado e a profundidade dessas conexões e relações vibracionais. 

 

 

4. Referências Bibliográficas

 

INSTITUTO RUDOLF STEINER. Antroposofia. Disponível em: http://institutorudolfsteiner.org.br/antroposofia/ . Acesso em 06 set. 2020.

SOCIEDADE DAS CIÊNCIAS ANTIGAS. Vida e obra de Paracelso. Disponível em: https://fdocumentos.tips/document/vida-e-obra-de-paracelso.html Acesso em 05 set. 2020.

HEUER, Hans Manfred. Jung e a sincronicidade. 17 ago. 2018. Disponível em: https://www.revistaplaneta.com.br/jung-e-a-sincronicidade/  Acesso em 05 set. 2020.

PARACELSO: MAGO E CIENTISTA. 31 out. 2016 . Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/paracelso-mago-e-cientista/ Acesso em 06 set. 2020.

DETERS, Odair. Paracelso e a doutrina das assinaturas. 23 fev. 2015. Disponível em: https://horadomate.wordpress.com/2015/02/13/paracelso-e-a-doutrina-das-assinaturas/ Acesso em 03 set. 2020.

BACH FLOWER LEARNING. Descobertas médicas. Disponível em: https://www.bachflowerlearning.com/pt/dr-edward-bach/medical-discoveries/ Acesso em 03 set. 2020.

O despertar da sexualidade e o uso de florais

Esse trabalho acadêmico, foi apresentado na faculdade Unyleya em agosto de 2020, obtendo a nota máxima proposta pela atividade; que tinha como o objetivo a discussão do despertar da sexualidade com o uso de florais. De modo a obter uma vida mais saudável física e mentalmente compreendendo melhor a sua própria sexualidade. 
 

1. INTRODUÇÃO

Durante muitos séculos o sexo e o desenvolvimento da sexualidade, bem como o diálogo e estudos sobre o mesmo foi visto como pecado pela sociedade; que estava sendo integralmente conduzida pelos ideais, códigos, leis e pensamentos morais da igreja. Sendo esse assunto visto como algo errado e vergonhoso, literalmente pecaminoso. A liberdade de expressão e a suposta naturalização desse assunto é algo ainda bem recente, ainda em estágio embrionário nesse século XXI. 

Esse comportamento punitivo e restritivo a algo que é natural da vida, gerou de geração em geração uma sucessão de sequelas de ordem física, mental e emocional. Osho (1993), em sua obra “Do Sexo a Supraconsciência” afirma que por muitos anos tentamos nos livrar daquilo que é natural a nossa espécie, o sexo. E com isso geramos diversos bloqueios que nos impede de atingir o que ele chama de “supraconsciência”. Estágio que só é atingindo após passar por algumas fases de autoconhecimento. Inicialmente com a parte física, compreendendo profundamente a sexualidade, a ponto de chegar até um determinado momento em que a compreensão é tanta, que a prática já não se faz mais necessária. Em suas palavras: 

“O sexo é a energia mais vibrante do homem, mas não deve ser um fim em si mesmo: o sexo deve levar o homem à sua alma. A meta é da luxúria à luz.” (Osho, 1993, p. 66)

Hoje o que observamos é um liberdade sexual dissociada do amor. Toda restrição imposta ao tema foi removida do âmbito físico e transferida para o campo emocional. O sexo passou a ser permitido, mas sem emoção ou envolvimento. Existe pouco interesse em se aprofundar, conhecer e sentir emoções mais profundas e estáveis, tudo se tornou passageiro e consumível. O sociólogo Zygmunt Bauman (1991), ao estudar e observar a evolução de nossa sociedade, criou um conceito chamando “Modernidade líquida” onde o mesmo defende a ideia de que a lógica do consumo adentrou também as relações sociais, e as pessoas passaram a comprar afeto e atenção. Desse modo não havendo mais espaço para a construção e desenvolvimento de relações afetivas mais profundas, sólidas e duradouras.

A superficialidade das relações dessa forma acaba por dificultar o desenvolvimento da consciência de si mesmo, da sexualidade e da profundidade que o amor pode alcançar, trazendo assim um grande vazio existencial e diversos bloqueios mentais, emocionais e energéticos. 

Existem diversas atividades e terapias que ajudam o paciente a trabalhar e remover esses bloqueios que estão impactando na sua qualidade de vida. A terapia com florais, trabalha exatamente nesse campo sutil da emoções. Direcionando a pessoa para um estado de consciência sobre si mesmo e permitindo assim, através da auto observação e reflexão, melhorar diversos aspectos que estão impactando e trazendo sofrimento para si mesmo.  Fortalecendo qualidades e ajudando identificar aspectos negativos de nossa personalidade para que possamos melhorar e atingir nosso propósito, ancorando nossa matéria ao nosso eu espiritual.

2. A SEXUALIDADE E OS FLORAIS

Irei citar aqui alguns sistemas florais dos Estados Unidos da América e Canadá que trabalham as emoções ligadas a sexualidade. É importante frisar que cada indivíduo pode necessitar de um floral específico para determinada moléstia, ou seja, existem diversos motivos ou caminhos que podem estar criando um determinado bloqueio emocional, mental ou energético. Sendo assim é preciso analisar todo o contexto biopsicossocial em que se encontra o paciente na escolha dos florais ideais para tal situação apresentada. 

2.1 Florais da Califórnia

Os florais da California foram descobertos por Patricia Kaminski e Richard Katz em Serra Nevada, Califórnia. Onde foi encontrada uma grande diversidade de flores silvestres e após um detalhado período de testes e experimentações criou esse sistema de florais. Abaixo irei citar três florais da Califórnia que trabalham a integração da sexualidade com o espiritual, auxiliando a pessoa a criar a conexão da matéria com a alma.

  • Basil – para pessoas que tendem a polarizar e separar a espiritualidade da sexualidade, com a crença de que essas duas experiências não possam coexistir. Esse floral amplia a consciência proporcionando a integração da sexualidade e espiritualidade numa totalidade sagrada.
  • Sticky Monkeyflower – para pessoas que possuem medo da intimidade e da sua sexualidade, de criar laços e amor na relação sexual. Possui sentimentos sexuais reprimidos, pouca demonstração de carinho e comportamento sexual inapropriado. Esse floral traz uma integração equilibrada do afeto a intimidade sexual. 
  • White Trumpet Lily – para pessoas que possuem a imagem de que a sexualidade é impura e suja. Tensão na identidade sexual, valores ou experiências sexuais conflitantes. Conflito entre a sexualidade e espiritualidade. Esse floral traz uma integração entre a sexualidade e a espiritualidade.

2.2 Florais do Alasca

O floral do Alasca foi criado por Steve Johnson, quando em 1978 foi trabalhar no Alasca como bombeiro e encontrou uma grande quantidade de flores silvestres. Já sendo conhecida a força e a vibração das plantas que nascem no Alasca, em 1983 começou a pesquisar, e preparar as primeiras essências, criando assim o sistema de florais do Alasca  com a colaboração de Jane Bell. Seu sistema é constituído de essências florais, minerais e ambientais. Abaixo irei citar algumas essências que auxiliam na integração da sexualidade com a espiritualidade.

  • Balsam Poplar – Ajuda na liberação de tensão emocional e sexual profundamente guardado e que bloqueia a circulação saudável das energias vitais no corpo.
  • Green Fairy Orchid –  Amplifica a ideia de masculino e feminino, transpondo a visão de dualidade e trazendo a percepção de unidade e completude. Promove o equilíbrio entre as energias masculina e feminina.
  • Essência mineral Green Jasper – restaura a sexualidade saudável e a sensualidade, auxilia a conexão com o feminino selvagem, para pessoas que estão com o chakra inferior bloqueado. Ajuda a ancorar e reconectar o corpo ao um ritmo saudável e natural. 

2.3 Florais do Deserto

O floral do deserto foi descoberto por Cynthia Scherer por volta de 1984. As plantas do deserto possuem algumas características específicas, como de se adaptar e sobreviver com poucos recursos e por isso possuem uma energia especial. Transmitem qualidades como adaptabilidade, conexão com nosso interior, paz, individualidade, se manter no presente, dentre outras. Abaixo irei citar alguns florais desse sistema que trabalham na conexão da espiritualidade com a sexualidade.

  • Desert Holly – Ajuda a se abrir para o amor, vivendo de forma mais guiada pelo coração. Bom para aqueles que se guiam mais pela mente do que pelo coração. Facilita nossa abertura para o amor.
  • Purple Mat – Ajuda a ser verdadeiro consigo mesmo perante os outros. Para aqueles que escondem sentimentos ou necessidades por medo de ser rejeitado.
  • Teddy Bear Cholla Cactus – Ajuda a lidar com os medos profundos ligados a intimidade, permitindo que os outros se aproximem para conhecer nossa beleza interior. Indicada também quanto a impaciência com nosso crescimento pessoal.
  • Floral composto – Sexual Harmony Formula – Nos torna conscientes em relação ao nosso parceiro, ao reconhecimento, a sermos responsáveis pela nossa energia sexual e para a resolução de padrões sexuais viciantes.

2.4 Florais do Pacífico

Esse sistema de florais foi criado por Sabina Pettitt e Fiona Maclead por volta de 1983. O diferencial desse sistema está nas essências marinhas, trazendo para a medicina vibracional uma nova frequência para tratamentos. As doze essências marinhas estão relacionada aos doze meridianos da medicina chinesa. Abaixo irei citar algumas essências desse sistema que trabalha a sexualidade e a espiritualidade.

  • Indian Pipe – Facilita o envolvimento de maneira completa nos relacionamentos e com a comunidade, mantendo e expressando as qualidades únicas de nosso ser; afasta sentimentos de menos-valia e autocomiseração.
  • Pearly Everlasting – Para quem possui dificuldade em manter e se entregar a um compromisso intenso e duradouro nos relacionamentos
  • Purple Magnolia – Intensifica os sentidos; promove intimidade e a não separação; eleva a sexualidade ao pleno potencial de intimidade. Trabalha os desafios como frigidez, frieza e afastamento da vida.

3. CONCLUSÃO

Por muitos anos o desenvolvimento da sexualidade foi vista como algo errado e impuro. Hoje as restrições saíram do campo físico para o campo emocional, onde o mais “forte” é aquele que menos se apega, que menos se entrega, criando assim uma barreira para a entrega total ao outro. Esse novo comportamento tem gerado uma série de frustrações e insatisfações com a própria vida, trazendo uma sensação de vazio e incompletude.  

É preciso um trabalho de conscientização interna, para compreender a força que a entrega sexual possui na vida. O quanto essa troca energética pode agregar e auxiliar na evolução pessoal. É preciso compreender a importância desse ato, e não apenas faze-lo de forma vulgar, em qualquer lugar, com qualquer pessoa ou por qualquer motivo. Os florais trabalham justamente no campo sutil das emoções, auxiliando nesse processo de auto descobrimento, reflexão e conscientização de si próprio, de forma que seja possível melhorar e desbloquear travas que nos impedem de atingir nosso propósito e caminho. Os florais aqui apresentados são alguns de vários outros, que trabalham esse aspecto tão natural do ser humano, porém que foi esquecido ou perdido ao longo de nossa história.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RAJNEESH, Bhagwan Shree (Osho). Do sexo à supraconsciência, ed. Cultrix, 1993

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida, ed. Zahar, 2001

ESSÊNCIAS FLORAIS. Importadora de essências florais. Disponível em:https://www.essenciasflorais.com.br/. Acesso em 05 ago. 2020

DESERT ALCHEMY. Sobre os Florais do Deserto. Disponível em:https://www.desert-alchemy.com/pt/. Acesso em 08 ago. 2020.

Histórias de sucesso usando florais de Bach

Recentemente terminei de ler um livro, da autora Mechthild Scheffer, representante do Bach Centre na Áustria, Suíça e Alemanha. Um livro excelente, mostrando de forma abrangente e exemplificativa o perfil de cada essência floral do sistema do Dr. Bach. Ao explicar os benefícios do floral Rescue, citou alguns casos reais usando esse floral de emergência e uma dessas histórias me chamou bastante atenção. Irei compartilhar aqui com vocês.
 
Em tempo de guerra, um fuzileiro naval que servia em submarinos e sempre parecia calmo e relaxado, perdeu todos os fios de cabelo da cabeça e todos os pêlos do corpo. Nenhum tratamento médico se mostrou eficaz. Presumiu-se que a perda dos cabelos e dos pêlos se devia ao medo reprimido, ao trauma e ao susto, e, portanto lhe deram Rescue, para tomar pela boca e aplicar como “tônico capilar”. Depois de algumas semanas, a sua calva voltou a cobrir-se, mais uma vez, de fios curtos de cabelo.
 
No último mês, obtive um relato de uma paciente, que percebeu uma melhora significativa na sua queda de cabelo. O caso em questão trata-se de uma mãe com o perfil Chicory dentre outras dificuldades emocionais, e resolveu iniciar o tratamento com florais de Bach para aliviar seus insatisfações emocionais no relacionamento com a filha e consigo mesmo. Como consequência do tratamento, a queda de cabelo que provavelmente foi iniciado por estresse emocional, teve sua causa cessada. A composição de floral de uso utilizada foi Chicory, Crad Apple, Olive, Oak e Beech.
 
Outro relato de sucesso que obtive através de relato com paciente, que procurou o tratamento de florais de Bach para lidar com questões emocionais internas e no ambiente familiar ao qual está inserido, teve como benefício uma redução significativa no tremor das mãos e a sua taxa de glicose reduzida, visto que já havia sido diagnosticado como diabético, mas causa essa em que acredita ter origem no “estresse” proveniente da rotina e não por alimentação ou hereditariedade. Sua composição de floral de uso foi constituída por Cherry Plum, Oak, White Chestnut, Star Of Bethlehem, Holly e Impatiens. 
 
Relatos assim, nos mostram o quanto o Dr Bach, criador do sistema de florais, está certo em sua conclusão: “Trate o paciente e não a doença”. Muitas enfermidades que são somatizadas no corpo, tiveram sua origem no campo mental e emocional e é preciso tratar a raiz do problema.
 
Quer saber mais sobre os florais de Bach e começar a terapia de florais? Me escreva.

As pequenas diferenças nas essências florais de Bach

O sistema de florais de Bach é de fato simples, são 38 essências florais divididas em 7 grupos e cada essência representa um estado emocional ou traço da personalidade que precisa ser trabalhado para que a personalidade e seu propósito divino entrem em sintonia. Porém é preciso um pouco de auto conhecimento e de conhecimento terapêutico para selecionar os florais mais adequado para você. A idéia é encontrar a “raiz” das emoções que estão causando a insatisfação. 
Nos florais de Bach é recomendado usar no máximo de seis a sete florais. Todavia menos é mais, ou seja, um excesso de mistura de florais pode “confundir” ainda mais as emoções do paciente. Particularmente, gosto de usar no máximo cinco florais para o tratamento mensal, visto que um vidro de 30 ml tem a durabilidade de 30 dias. O ideal é focar nas emoções que mais estão incomodando no hoje e ir tratando aos poucos, ao longo dos meses as demais emoções que forem surgindo. Como um casca de cebola, onde iremos tratar o que é mais aparente e por consequente ir tratando as outras camadas. 
É possível observar que com o caminhar da terapia junto a um profissional, o paciente consegue ter a mente mais tranquila e serena, com um auto conhecimento mais elevado e assim expressando melhor o que está sentindo.
O sistema possui florais que por alguns momentos se assemelham a outros entre si. Pois nem sempre é fácil perceber a “raiz” de determinado incomodo. Segundo a autora Mechthild Scheffer (1981), representante do Bach Centre na Alemanha, Suíça e Áustria; abaixo irei mostrar a diferença entre os florais utilizados para pessoas que estão abertas para influências e indecisão, gerando inseguranças e dúvidas internas.

Essência Centaury – Facilmente influenciado porque a própria vontade é fraca.

Essência Cerato – Facilmente influenciado porque não tem confiança no próprio julgamento.

Essência Scleranthus – Facilmente influenciado em virtude de ausência total de foco mental, durante todo o tempo. É levado de um lado para o outro no nível de energia.

Essência Wild Oat – Facilmente influenciado por emoções não definidas.

Essência Honeysuckle – Facilmente influenciado porque a mente insiste em viver no passado.

Essência Clematis – Facilmente influenciado porque a mente tende a viver no mundo da fantasia.

Essência Walnut – Facilmente influenciado em virtude do aumento da sensibilidade e da instabilidade durante fases importantes de novos inícios de  vida.

É importante ser sincero consigo mesmo, e trabalhar sempre no auto conhecimento para selecionar o melhor floral. Tenho observado que após 2 semanas de uso, sendo a posologia 4 gotas 4 vezes ao dia, uma melhora do estado mental, e em alguns casos melhora física também, do paciente. Em geral os relatos partem do próprio paciente, e em outros casos através de minha observação pelo convívio. 

Quer saber mais sobre os benefícios dos florais e da aromaterapia em sua vida? Não esqueça de se inscrever no blog e acompanhe os post semanais que faço. 

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Os benefícios dos Florais de Minas

Trabalho acadêmico apresentado em junho de 2020 na faculdade Unyleya, para a professora Daniela Martins, obtendo a nota máxima da atividade. Artigo opinativo apresentando os florais de minas e os benefícios dos florais. Segue trabalho apresentado, na íntegra, abaixo:

INTRODUÇÃO

A origem dos florais se deu com o médico Dr. Edward Bach, um inglês homeopata e bacteriologista de 1930. Em 1919 trabalhava com homeopatia, no hospital Homeopático de Londres por mais de 10 anos, onde pode desenvolver suas próprias ideias sobre homeopatia, e recebeu forte influência dos pensamentos de Hahnemann, o pai da homeopatia. 

Dr. Bach tornou-se um médico respeitado em toda Europa, porém ao viver um grave problema de ordem pessoal, abandonou suas atividades e partiu para campo, em busca de uma forma terapêutica mais original. Após 7 anos de pesquisa, descobriu 38 remédios florais e os organizou em 7 grupos de emoções negativas que um ser humano costuma sentir, afim de aumentar a assertividade e facilitar a posologia adequada as questões do paciente perante as enfermidades apresentadas.

Os florais promovem a autocura, através do equilíbrio das emoções. São como gotas de luz a guiar nossa alma, mente e corpo ao encontro da harmonia. Segundo as palavras do criador da terapia de florais Dr. Edward Bach:

“A ação desses remédios consiste em elevar nossas vibrações e abrir nossos canais para a recepção do Eu Espiritual; em inundar nossa natureza com a virtude particular de que precisamos, e em expurgar de nós o erro que causa o mal. Elas são capazes, como uma música bonita ou qualquer outra coisa gloriosa, que nos eleva e inspira, de alçar nossa própria natureza, de aproximar-nos de nossa alma e, por esse mesmo ato, de dar-nos paz e aliviar nossos sofrimentos. Elas não curam, atacando a moléstia, mas inundando-nos o corpo com as formosas vibrações da nossa Natureza Superior, na presença das quais a moléstia se derrete, qual neve ao calor do sol”.
 Scheffer, Mechtild. Terapia Floral do Dr. Bach, p. 13

Seu trabalho abriu portas, e inspirou outros profissionais pelo mundo a buscar a cura na natureza para as enfermidades. Aqui no Brasil até o momento, temos os Florais de Minas, Florais de Saint Germain, Florais da Amazônia, Florais do Sul, Florais de Joel Aleixo, dentre outros. Nesse artigo iremos aprofundar mais sobre os Florais de Minas.

CONHECENDO OS FLORAIS DE MINAS

O floral de minas foi fundado no ano de 1989 pelo Dr. Breno Marques da Silva e por Ednamara Batista Vasconcelos e Marques, com a finalidade de consolidar e divulgar suas pesquisas em Terapia Floral. A busca se realizou no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, onde encontraram flores com diversas propriedades benéficas e através de estudos e pesquisas criou-se a terapia de florais de minas. Dr Breno Marques é graduado em metalurgia com mestrado e doutorado em ciências. Ednamara é pedagoga e psicopedagoga com profundo interesse em estudos oculistas. A principal fonte de inspiração do Dr. Breno foi o Dr Edward Bach. Ao conhecer mais a fundo sua obra, sentiu-se estimulado a aprimorar sua moral e espírito, buscando experiências místicas mais profundas de modo a encontrar na natureza algo que possa ajudar a humanidade.

Segundo o professor Rodrigo Campos, do instituto de florais de minas, os florais preparados no Brasil, possuem uma bioquímica mais próxima a nossa. Todos os florais possuem a capacidade de tratar sutilmente e energeticamente as moléstias que ocorrem com o paciente. No entanto, usar os florais do local de onde nascemos, é mais apropriado pois nosso corpo já está habituado a aquele ecossistema. Ele ainda completa que não são apenas florais de Minas Gerais, mas sim da América Latina. O nome, Florais de Minas, foi escolhido em homenagem ao Estado, e a cidade de Itaúna foi escolhida para ser sede do instituto devido a sua riqueza na fauna e flora. Através de uma analogia ele explica que as essências florais são como “mensageiros químicos” armazenados nas flores e esses insumo são capazes remanejar, aprimorar e elevar o trabalho de nossos neurotransmissores e neuroreceptores, isso falando do ponto de vista neuroquímico. Sem comentar a questão energética contida nas essências florais, que é enorme. 

A função do terapeuta floral é procurar recursos contidos na natureza, afim de remanejar, aprimorar e resgatar a ternura, saúde e bem estar do individuo que ali nos procura, se utilizando dos recursos naturais encontrados, sabendo que as flores possuem insumos capazes de colaborar com a nossa saúde emocional, mental e consequentemente física.

FORMAS DE UTILIZAÇÃO

Os Florais de Minas estão disponíveis para o público da seguinte forma: as tradicionais Essências Florais (na forma de solução-estoque); os Fi-Florais e Fi-Essências (associações de essências florais e cocções florais, prontas para uso oral), que são formulações florais compostas com finalidades específicas e ligadas ao equilíbrio comportamental e energético.

Podemos estruturar os produtos de linha básica através de suas ações curativas. Todos os três tipos de apresentação de florais agem no nível vibracional, em um campo hiper sutil, apresentando algumas pequenas diferenças. 

As Essências Florais, agem no nível vibracional  e possuem o foco de atuação na alma (corpo espiritual) e na psique (corpo mental e emocional). Ressona em todos os corpos do indivíduo. Sua composição é de essências florais puras; 

As Fi-Essências agem no nível vibracional e também no etérico comportamental. Seu foco de atuação é na psique (corpo mental e emocional). E ressoa em todos os corpos do indivíduo, porém com ênfase comportamental. Sua composição é de  essências florais mais cocções florais. 

As Fi-Florais agem no nível vibracional, etérico comportamental e etérico orgânico-sistêmico. Seu foco de atuação está no corpo etérico e sistemas orgânicos. Ressona em todo o corpo físico, mas alguns deles produzem repercussões especiais no corpo etérico-comportamental. Possuem ainda ressonâncias especiais com ênfase no corpo etérico-comportamental para alguns dos produtos (Serenium, Victris-H, Victris-M, etc). Sua composição é de essências florais mais cocções florais.

Em se tratando de apresentação dos produtos temos: a Ambis-Flora, Argila Medicinal, Essenciais musicais, Fi-essencias, Fi-florais, Florais Cromáticos, Florais para Pet, Gel de Flores, Incensos, Óleos florais pra chakras e Spray florais.

O sistema de florais de minas possuem 108 tipos de flores cadastradas. Onde cada uma possui uma propriedade curativa e características específicas para os diversos perfis psicológicos e problemas emocionais.

CONCLUSÃO

A nova era traz um homem muito voltado para o autoconhecimento e, assim, à procura do tratamento mais sutil. O profissional do futuro está cada vez mais interessado em tratar as moléstia do ser humano não apenas no âmbito físico, cuidando apenas dos sintomas apresentados quando a doença já estiver instalada. Mas irá cuidar da sua psique, no campo sutil, onde de fato se obtém a origem das enfermidades. 

É possível observar a crescente conscientização das pessoas e dos profissionais da área de saúde, na busca pelo tratamento do paciente como um todo e não apenas de sua doença. Os florais são como gotas de luz disponibilizadas pelo Criador pra um futuro onde alma, corpo e mente vivem em harmonia e equilíbrio.

O principal papel dos florais é de equilibrar nossas emoções, usando a parte sutil das flores silvestres. Não existindo contra indicações ou risco de superdosagem. É um tratamento seguro e eficaz, que proporciona o reequilíbrio energético e emocional, para termos melhores condições de uma vida feliz.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SCHEFFER, Mechtild. Terapia Floral do Dr. Bach: Teoria e Prática, ed. Pensamento, 2008

CAMPOS, Rodrigo. Áudio Estudos: Questões referentes ao Floral de Uso. Disponível em https://www.floraisdeminas.com.br/video/audio-estudos-questoes-referentes-ao-floral-de-uso-2/. Acesso em 06 jun. 2020

A INSTITUIÇÃO FLORAIS DE MINAS. Florais de Minas. Disponível em: https://loja.floraisdeminas.com.br/index.php/empresa. Acesso em 10 jun. 2020

BRANDÃO, Aloísio. Quem tem medo de Florais? Janeiro/Fevereiro 2007. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/72406520/quem-tem-medo-de-florais. Acesso em 12 jun. 2020.